Dou por mim tantas vezes a pairar, a vaguear por pensamentos, mais ou menos profundos. A perder-me em devaneios mais ou menos filosóficos.
Às vezes fico simplesmente a conversar comigo próprio, a argumentar e contra-argumentar sobre diversos assuntos.
Tenho mesmo que deitar isto para fora. Desabafar sobre as coisas importantes da vida (ou não). Sobre amizades, fé, religião(são coisas diferentes), amor, duvidas, desconfianças, e tantas outra coisas que me perturbam a paz.
Afinal sou louro, e como toda a gente sabe os louros não foram feitos para pensar.
O meu problema é como começar. É sempre o mesmo problema.
As ideias surgem, nascem os sonhos e os planos. Mas começar é que é complicado.
Todo o potencial pode ficar-se por ai mesmo se não for dado o primeiro passo.
Imagino quantos sonhos ficaram por realizar, quantos projectos grandiosos ficaram por realizar, só porque alguém não começou.
Este é talvez o momento mais crucial de todas as jornadas. O ponto de que depende tudo. O começar.
Mais do que de pensar, idealizar ou sonhar. Deus gosta acção. Não é que estas coisas não sejam boas, que são. Mas se não for dado o primeiro passo, se não começar-mos, todos os sonhos e ideias que vão transformar o mundo fiam no anonimato, não passam de ideias que não tem qualquer importância ou relevância. Independentemente daquilo que potencialmente poderiam fazer.
Vou por isso começar, dar o primeiro passo. E depois logo vejo qual é o caminho que toma. Mas se der este passo, sei que vou ficar a remoer, sobre até onde é que poderia ter ido.
E como diria um grande amigo. " O que me arrependo mais na minha vida, são as coisas que deixei de fazer"
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